Ações da OAB

OAB-PR acompanha júri do acusado de assassinar a advogada Kátia Regina Leite

21 de julho de 2016

Curitiba (PR) - A diretoria da OAB Paraná acompanha nesta quinta-feira (21), no Tribunal do Júri, em Curitiba, o julgamento do empresário Vanderson Benedito Correa, acusado de homicídio qualificado da advogada Kátia Regina Leite. Ela foi assassinada em 2010 com cinco tiros na cabeça, quando saía de casa, no bairro Boa Vista. O júri terá a oitiva de 11 testemunhas.  

Desde o crime, a OAB Paraná acompanha as investigações, pois havia fortes indícios de que a motivação havia sido a atuação profissional da advogada durante um processo de separação judicial, onde ela defendia a ex-esposa do empresário. O advogado Dálio Zippin Filho foi designado para atuar como assistente de acusação em nome da OAB já na fase do inquérito policial.  Também à época da morte de Kátia, a Seccional solicitou em caráter de urgência ao Ministério Público Estadual e à Secretaria de Estado da Segurança Pública a designação especial de um promotor e de um delegado para acompanhar as investigações. 

“Durante todo o desenrolar do processo a Ordem se fez presente. Sempre estive em todos os atos do processo, que culminou com a pronúncia de ambos os acusados – o empresário Vanderson Benedito Correa, que seria o mandante do crime, e o ex-policial militar Flávio Vasques Oliveto, que executou o assassinato. Foi um trabalho de mais de cinco anos até chegar aos acusados”, explicou Zippin Filho. 

A expectativa de Dálio Zippin Filho é que Vanderson Benedito Correa seja condenado nesta quinta-feira. “Há provas, mas ele alega negativa de autoria, argumentando que estava em casa no momento do crime, em São José dos Pinhais, e que não teria sido ele o autor”, explicou.

"Kátia Regina Leite foi morta em razão do exercício profissional. Ela era uma pessoa muito dura, defendia o cliente com unhas e dentes. Principalmente neste caso da Rosana (ex-mulher de Vanderson), que foi espancada e ameaçada diversas vezes pelo ex-marido. A morte dela foi exclusivamente em razão do exercício profissional”, sustenta o assistente de acusação.

Advogada há mais de 20 anos, especialista em Direito de Família, Kátia Regina Leite comandou por uma década o setor jurídico do Conselho da Condição Feminina, atuou como secretária-geral adjunta na subseção de Curitiba (1998-2000) e, um mês antes de ser morta, havia sido aprovada em concurso para trabalhar na ParanáPrevidência. Era uma defensora intransigente dos direitos da mulher. A advogada deixou três filhos. 

A prisão preventiva de Vanderson Correa foi decretada em 2015 pela 2ª Vara do Tribunal de Júri de Curitiba. Pedidos de liberdade foram negados tanto pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) quanto pelo relator de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contra a decisão monocrática do STJ, sua defesa impetrou o HC 135265 no Supremo, cujo trâmite foi negado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

O outro acusado, Flávio Vasques Oliveto, era policial militar lotado na Rone na época do crime. Oliveto está preso preventivamente na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, onde aguarda o julgamento da apelação no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

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